sexta-feira, 25 de abril de 2014

O que aprendi sobre o Amor ...


 






Aprendi a ouvir o coração.
A voz do amor romântico.
O réu da romantização.

Aprendi que a saudade faz o amor resplandecer.
Mas que o esplendor é amar na presença,
e menos na falta que ele venha a fazer.

Aprendi, ao deveras sofrer,
que não importa quão grande é a dor.
Ela parte ao amanhecer.

Que, ao tanto pedir em oração,
servi mais à minha ânsia,
do que entreguei em Sua mão.

A, no mundo que logo deita na cama,
nunca reputar uma dama,
ou culpar-se por ser só de quem ama.

E que há de brilhar um gentil recomeço,
além do fim mais duro e profundo,
aprendi que o amor segue as voltas do mundo!

(Pena, porém, dos que o fazem adiar,
Posto a crueldade do futuro:
lhe é inerente nunca chegar).

Ouvi ainda palavras que levam ao delírio.
Mas se os sons são como a rosa,
as ações são como o lírio.

Sobre o amor,
aprendi que, em sua ausência,
o diamante revela a essência.

A prata nada compra.
O ouro não encanta.

O imprudente tem medo.
O descobridor não tem segredo.

A clave perde o sol.
O grave não é bemol.

Aprendi, por fim,
no tempo que é ido,
no rubor do coração partido,
ou na canção com sustenido,
que, viver sem amor,
jamais terá sentido.

Autor desconhecido .