Aprendi a ouvir o coração.
A voz do amor romântico.
O réu da romantização.
Aprendi que a saudade faz o amor resplandecer.
Mas que o esplendor é amar na presença,
e menos na falta que ele venha a fazer.
Aprendi, ao deveras sofrer,
que não importa quão grande é a dor.
Ela parte ao amanhecer.
Que, ao tanto pedir em oração,
servi mais à minha ânsia,
do que entreguei em Sua mão.
A, no mundo que logo deita na cama,
nunca reputar uma dama,
ou culpar-se por ser só de quem ama.
E que há de brilhar um gentil recomeço,
além do fim mais duro e profundo,
aprendi que o amor segue as voltas do mundo!
(Pena, porém, dos que o fazem adiar,
Posto a crueldade do futuro:
lhe é inerente nunca chegar).
Ouvi ainda palavras que levam ao delírio.
Mas se os sons são como a rosa,
as ações são como o lírio.
Sobre o amor,
aprendi que, em sua ausência,
o diamante revela a essência.
A prata nada compra.
O ouro não encanta.
O imprudente tem medo.
O descobridor não tem segredo.
A clave perde o sol.
O grave não é bemol.
Aprendi, por fim,
no tempo que é ido,
no rubor do coração partido,
ou na canção com sustenido,
que, viver sem amor,
jamais terá sentido.
A voz do amor romântico.
O réu da romantização.
Aprendi que a saudade faz o amor resplandecer.
Mas que o esplendor é amar na presença,
e menos na falta que ele venha a fazer.
Aprendi, ao deveras sofrer,
que não importa quão grande é a dor.
Ela parte ao amanhecer.
Que, ao tanto pedir em oração,
servi mais à minha ânsia,
do que entreguei em Sua mão.
A, no mundo que logo deita na cama,
nunca reputar uma dama,
ou culpar-se por ser só de quem ama.
E que há de brilhar um gentil recomeço,
além do fim mais duro e profundo,
aprendi que o amor segue as voltas do mundo!
(Pena, porém, dos que o fazem adiar,
Posto a crueldade do futuro:
lhe é inerente nunca chegar).
Ouvi ainda palavras que levam ao delírio.
Mas se os sons são como a rosa,
as ações são como o lírio.
Sobre o amor,
aprendi que, em sua ausência,
o diamante revela a essência.
A prata nada compra.
O ouro não encanta.
O imprudente tem medo.
O descobridor não tem segredo.
A clave perde o sol.
O grave não é bemol.
Aprendi, por fim,
no tempo que é ido,
no rubor do coração partido,
ou na canção com sustenido,
que, viver sem amor,
jamais terá sentido.
Autor desconhecido .
